Jornalismo de impresso exige abordagem profunda e analítica dos fatos

31 mar, 2010 | Por Prof. Marcio Rodrigues | Seção: Notícias da OPET

Editor de Economia de O Estado do Paraná sugere nova roupagem para a profissão

Lucian Haro*

Na última quinta-feira os alunos da disciplina de Jornalismo Especializado das Faculdades OPET receberam a visita de um experiente jornalista. Com a vivência e a experiência de trinta anos, o jornalista João Alceu Júlio Ribeiro participou de uma entrevista coletiva na qual falou sobre a questão que aflige o jornalismo brasileiro. A seguir um breve relato das opiniões do Editor de O Estado do Paraná.

“É preciso uma restruturação no jornalismo que insistimos em continuar fazendo.” Com essa afirmação, o editor do caderno de Economia do jornal O Estado do Paraná, João Alceu Ribeiro propõe uma nova forma de atualizar as informações que são passadas aos leitores dos jornais impressos. Segundo Ribeiro, que tem mais de 30 anos de profissão, os comunicadores – principalmente dos meios impressos – mantém uma estrutura de jornalismo igual a que era usada quando a atividade surgiu no país.
Ribeiro aletra aos futuros profissionais da área sobre a necessidade de desenvolver uma abordagem mais apurada e analítica dos fatos. “Temos que sair da generalidade dos acontecimentos e assumir a função de formadores de opinião da sociedade”, esclarece o editor. Dando dicas aos “focas” da Agência Experimental de Jornalismo das Faculdades OPET, João Alceu pondera que o comunicador precisa de muita leitura. Sobre o cotidiano que espera os futuros jornalistas, ele sugere a fuga da simples cobertura do que se estabelece na pauta, dizendo que os estudantes não devem ser apenas intermediários das situações, mas direcionadores da opinião popular.
Para Ribeiro, vivemos a Era da Informação, na qual as pessoas são “bombardeadas” por informação o tempo todo e é inconcebível que leitores só tenham acesso à informação de um acidente, por exemplo, 24 horas depois do ocorrido, como hoje é corriqueiro ler nos nossos jornais impressos. “ O receptor vai ler a informação no outro dia, depois de já tê-la visto na televisão, lido na internet, recebido no celular… Já será algo velho e sem valia”, finaliza o jornalista.
*Lucian Haro é aluno do sétimo Período de Jornalismo das Faculdades Opet.

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