15.ª edição do Prêmio Sangue Novo premia futuros jornalistas paranaenses

8 jun, 2010 | Por Prof. Marcio Rodrigues | Seção: Capa, Geral

Por Lucian Haro

A entrega do Prêmio Sangue Novo no Jornalismo Paranaense chegou à sua 15ª edição e apresentou, na noite da quinta-feira, dia 27 de maio, em Curitiba, os trabalhos vencedores das 18 categorias em disputa, neste ano. A cerimônia de premiação ocorreu na Praça do Iguaçu do Memorial de Curitiba, no Largo da Ordem e foram apresentadas reportagens, fotografias, programas de rádio, videodocumentários, telejornais e trabalhos de conclusão de curso, produzidos por alunos de Jornalismo de vinte das 29 Instituições de Ensino Superior que ofertam o curso no Paraná.
O prêmio foi criado em 1996 pelo Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR), como forma de contribuir à melhoria da qualidade de ensino nas escolas de comunicação do Estado, estimulando o reconhecimento dos trabalhos desenvolvidos pelos próprios estudantes, nas instituições. E hoje, com quinze anos de história, o que o Sindijor-PR espera, segundo a atual administração, é que o “Sangue Novo” cresça, não apenas em participação de alunos e faculdades, mas também em importância e credibilidade.
Premiados
Na categoria Relevância Social, os vencedores foram os jornalistas Flávio Freitas e Marisa Cristina Rodrigues, recém-formados pela Universidade Positivo. A dupla inscreveu no prêmio o livro reportagem “Manual de combate à violência contra a mulher”, desenvolvido em mais de um ano meio de trabalho.
De acordo com Freitas, o tema foi escolhido pela importância e preocupação que tem causado na sociedade atualmente. “Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgados, recentemente, apontam que uma em cada três mulheres já sofreu algum tipo de violência física, moral ou sexual. E na maioria dos casos, os abusos aconteceram dentro das próprias casas delas”, afirma. Ainda segundo Freitas, o livro serve como um guia de serviço às mulheres, para que saibam como agir no caso de sofrerem algum tipo de trauma. A motivação psicológica às vítimas está exposta, também, no final de cada capítulo do manual, onde depoimentos de mulheres que superaram aos casos de violência foram publicados.
O melhor Telejornal Laboratório, na opinião dos jurados, foi produzido pela TV Comunicação, pelos alunos da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O programa foi fechado em uma semana e contou com a colaboração de acadêmicos de todos os períodos do curso de Jornalismo para ficar pronto.
A recém-formada jornalista Amanda Menezes, que à época da inscrição da peça no prêmio cursava o último ano da faculdade, disse que o critério para escolha das notícias exibidas no jornal era a relevância dos temas e a preocupação com o interesse dos telespectadores. “Tínhamos que escolher os temas que atraíssem a atenção não só dos alunos dos outros cursos da UFPR, mas também dos telespectadores que acompanham o programa pela TV a cabo”, afirma Amanda. O estudante Rodrigo Batista, que participou do telejornal como repórter, lembra da importância de poder praticar as técnicas de apuração de notícias, aprendidas em sala de aula de forma teórica. “Com esse tipo de atividade, podemos colocar em prática o que aprendemos na teoria e fica mais fácil entender a rotina que esperamos encontrar no mercado de trabalho”, ri ironicamente Batista, parecendo preocupado. Ele comentou ainda, sobre a dificuldade dos estudantes de Jornalismo de encontrar oportunidades nas redações dos meios de comunicação da capital. “É complicado. Às vezes, você acaba aceitando uma vaga de assessoria de imprensa porque são as disponíveis e ficar sem trabalhar, não dá”, finaliza o estudante.

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